Interior de SP registra 121 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho; entenda
18/09/2026
(Foto: Reprodução) Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
Denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho acumulam 121 casos registrados nos últimos três anos eleitorais nas regiões de Presidente Prudente, Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto e Sorocaba, no interior de São Paulo.
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Os números são do Ministério Público do Trabalho (MPT) e apontam as ocorrências registradas nas últimas três eleições gerais, considerando os anos de 2022, 2024 e 2026, até agora. Confira abaixo:
Número de denúncias de assédio eleitoral
O que é assédio eleitoral?
Conforme o Ministério Público Federal (MPF), o assédio eleitoral pode ocorrer a partir de chefes e superiores hierárquicos, a fim de manipular a decisão do voto do subordinado, como trabalhadores, terceirizados e estagiários, ou até mesmo funcionários que trabalham na administração pública.
Exemplos de assédio eleitoral:
ameaçar demitir empregados caso determinado candidato perca;
dizer que vai fechar a empresa se outro candidato ganhar;
pedir para funcionários gravarem vídeos de apoio político, ou para distribuírem panfletos, ou para compartilharem postagens em redes sociais;
usar reuniões de trabalho para fazer campanha.
Segundo o MPF, a prática de assédio eleitoral pode configurar crime previsto no Código Eleitoral, especialmente nos artigos 300 e 301, que tratam de condutas de coação de eleitores. As penas incluem prisão, multa e a perda do direito de concorrer nas eleições por prazo determinado.
Além disso, o uso da estrutura da empresa para constranger ou coagir trabalhadores caracteriza abuso de poder econômico. A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) também proíbe o uso da estrutura do poder público em benefício de candidaturas (abuso do poder político ou conduta vedada).
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TRE-RN/Reprodução
Plantão para combater assédio eleitoral
Diante das práticas recorrentes, o MPT funcionará em regime diferenciado de plantão presencial durante os finais de semana de votação das eleições gerais de 2026, com a finalidade de assegurar atendimento às denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A mobilização ocorrerá nos dias 3 e 4 de outubro, correspondentes ao primeiro turno do pleito, e, na hipótese de realização de segundo turno, nos dias 24 e 25 de outubro, das 08h às 17h, em todas as unidades do MPT no interior de São Paulo.
A medida busca resguardar a liberdade de convicção política dos trabalhadores e combater práticas patronais que visem coagir, induzir ou constranger empregados quanto à escolha de candidatos.
Confira endereços das sedes do MPT:
Araçatuba: Av. Waldir Felizola de Moraes, 888, 7º andar, Bairro Sumaré
Bauru: Avenida Odilon Braga, nº 2-26, Jardim Europa
Presidente Prudente: Av. Coronel Soares Marcondes, 3372, Jd. Bongiovani
São José do Rio Preto: R. Guatemala, 583, Jd. Alto Rio Preto
Sorocaba: Av. Rudolf Dafferner, 400, salas 401-410, Jd. Boa Vista
As denúncias também poderão ser registradas diretamente nos canais eletrônicos do Ministério Público do Trabalho, pelo site, e nas respectivas unidades de atendimento durante todo o período eleitoral.
Ministério Público do Trabalho (MPT), em Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
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