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Investigação aponta duas mulheres como suspeitas de pichar igreja em Teodoro Sampaio

Publicada em 05/10/18 as 08:19h por Wellington Roberto, G1 Presidente Prudente
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Igreja matriz foi alvo de pichação em Teodoro Sampaio 
Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira


A investigação da Polícia Civil aponta duas mulheres como suspeitas de pichar a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, em Teodoro Sampaio. Na parede frontal do templo foram pintadas as frases “Pode Viado”, “Pode Sapatão” e “God is Gay”, que, em inglês, significa “Deus é Gay”.

O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz informou ao G1 na tarde desta quinta-feira (4) que uma das mulheres já foi identificada. Com relação a outra suspeita, a polícia continua levantando informações para qualificá-la.

A Polícia Civil segue com o trabalho de investigação ouvindo testemunhas. “O caso avançou bastante. Conseguimos até uma testemunha presencial do fato”, explicou Caparroz.

O delegado ainda acrescentou que o caso foi registrado como crime ambiental previsto no artigo 65 da lei 9.605/98, que consiste em pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano. A pena prevista é de detenção três meses a um ano e multa.



Igreja matriz foi alvo de pichação em Teodoro Sampaio 
Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira


O caso

A Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, localizada no Centro de Teodoro Sampaio (SP), foi alvo de pichação na madrugada desta quarta-feira (3).

Na parede frontal do templo religioso, foram pintadas em tinta vermelha as frases “Pode Viado”, “Pode Sapatão” e “God is Gay”, que, em inglês, significa “Deus é Gay”.

O padre Evandro Carbonário compareceu à Delegacia da Polícia Civil e registrou um Boletim de Ocorrência sobre o caso.

De acordo com o registro policial, a pichação ocorrida durante a madrugada foi constatada na manhã desta quarta-feira.

Carta aberta

Em uma carta aberta divulgada sobre o caso, o padre responsável pela paróquia, Evandro Carbonário, diz que “o respeito pelo bem da comunidade e pelo sentimento religioso foram feridos”.

Ele pede ainda que “não se faça justiça com as próprias mãos”. E complementa: “Manifesto minha revolta com este ato de vandalismo diante da pichação de palavras agressivas feita na igreja.”

O padre cita também que a comunidade está aberta a todas as pessoas, sem distinção.

A paróquia informa ainda que a comunidade terá de arcar com os custos de manutenção do prédio da igreja, com nova pintura.

“Fica aberta a pergunta se este ato de vandalismo seria expressão de intolerância religiosa ou apenas expressão de um tempo marcado por agressões ao outro?”, questiona a carta.

O padre aponta também que pichar a fachada do “Templo da Igreja chama imediatamente a atenção para determinada causa”, mas diz que “atentar contra o local de culto é crime".

O padre comenta ainda que “seria bom se [o vandalismo] fosse apenas a expressão pueril de quem ainda não amadureceu suficiente para a vida social, cuja acolhida e correção serão pedagógicos. Pior será se ele expressar um projeto de militância contrária aos valores que até agora nortearam a sociedade brasileira”.


Veja abaixo a íntegra da carta divulgada pelo padre:


Carta aberta da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Teodoro Sampaio

Teodoro Sampaio, 3 de outubro de 2018.

Aos católicos teodorenses e a todas as pessoas de boa vontade, graça a paz!

O Brasil é um país democrático com liberdade religiosa e nas democracias, a livre manifestação é permitida e até estimulada; bem como o respeito pelo outro. A sociedade brasileira, nota-se, passa por crises profundas, não apenas política e social, também moral. O ambiente gestado, por vezes, parece irrespirável.

Entretanto, os direitos de um não podem avançar sobre os direitos do outro. Quando chocam, é preciso verificar onde está o ponto divergente e o causador do conflito deve ser responsabilizado.

Sabemos que pichar a fachada do Templo da Igreja chama imediatamente a atenção para determinada causa. Mas atentar contra o local de culto é crime previsto no artigo 208 do Código Penal.

O respeito pelo bem da comunidade e pelo sentimento religioso foram feridos. Agora a comunidade terá que arcar com os custos de manutenção do prédio, com nova pintura, nestes dias da Novena da Padroeira Nossa Senhora Aparecida.

Assim, pedindo que ninguém faça justiça com as próprias mãos, manifesto a minha revolta com este ato de vandalismo diante da pichação de palavras agressivas feita na igreja. A comunidade está aberta a todas as pessoas, sem distinção. O evangelho de Jesus é a Boa Notícia da salvação para todos, que podem acolhê-lo com disponibilidade interior e sinceridade.

Fica aberta a pergunta se este ato de vandalismo seria expressão de intolerância religiosa ou apenas expressão de um tempo marcado por agressões ao outro? Seria bom se fosse apenas a expressão pueril de quem ainda não amadureceu suficiente para a vida social, cuja acolhida e correção serão pedagógicos. Pior será se ele expressar um projeto de militância contrária aos valores que até agora nortearam a sociedade brasileira.


Deus é amor e não faz acepção de pessoas. Nesta igreja dedicada à Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa mãe, as portas estão abertas e todos são bem-vindos e acolhidos sempre.

Em Cristo, irmãos,

Padre Evandro Carbonário

Pároco".







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