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Oeste Paulista

Crédito rural gera repasse de R$ 318,5 mi à região de Prudente

Publicada em 31/07/18 as 09:01h por THIAGO MORELLO / O imparcial


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Na pré-história, um dos eventos que marcam a separação da idade da pedra lascada e o período neolítico é o surgimento da agricultura, o que comprova a importância da atividade, que hoje é um dos principais setores que geram renda para o país. Mas antes de obter lucro vem os gastos para efetuar o trabalho. Um dos programas que auxilia o agricultor é o crédito rural. Na região de Presidente Prudente, a alternativa gerou um repasse de R$ 318.590.662,48, diluídos em 1.662 contratos firmados (veja tabela), no primeiro quadrimestre deste ano. Já no mesmo período do ano passado foram celebrados 1.787 contratos, e repassados R$ 323.853.732,51, respectivamente, 6,9% e 1,2% a mais do que em 2018. Os dados são do BC (Banco Central do Brasil).

Dentro do Crédito Rural, há diversos programas, pelos quais os agricultores podem solicitar o empréstimo bancário. Além de citar uma representatividade grande em nível estadual, “como os próprios números mostram”, o diretor-técnico e engenheiro agrônomo do EDR (Escritório de Desenvolvimento Rural) de Prudente, Marco Aurélio Fernandes, aponta o Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista) e o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) como os principais projetos que emitem contratos na região.

Um dos líderes em acordos é o município de Rancharia. Marco Aurélio explica que a extensão de área da cidade e o grande número de agricultores colaboram com este cenário. “É natural que isso ocorra, porque é proporcional. Em números absolutos, é o carro-chefe, além de ser uma região com muita variedade. Tem milho, soja, usina, enfim...”, complementa.

Mas mesmo com a oportunidade, “se tivesse esse capital, o produtor rural não iria atrás do banco”, pondera Marco Aurélio. “Ele necessita do investimento para fazer seu negócio acontecer, mas também há a necessidade de uma carência maior e prazos alongados”, pontua. Entretanto, ele lembra que sem a modalidade seria quase impossível os trabalhos chegarem ao patamar que está hoje. “Imagina se não tivesse”, frisa.

O produtor Alexandre Malacrida, de Regente Feijó, não quer nem imaginar. Anualmente, ele acaba realizando algum investimento por meio do crédito rural, principalmente para melhoria do gado. A preferência é explicada pelos juros serem mais baratos e ter uma facilidade maior de contratação. “Isso possibilita uma otimização do negócio”, garante.

Isso ocorre em contratos pequenos ou grandes. A Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), por exemplo, fechou um acordo de aproximadamente R$ 1,4 milhão, entre crédito pelo Feap e convênio com o governo estadual. A ideia da cooperativa é administrar e melhorar a comercialização dos 39 agricultores hoje associados. “O plano de negócio é que o produtor rural tenha acesso ao mercado de forma mais fácil e com um lucro maior, sem intermediários e oferecendo suas produções diretamente ao público”, conta o articulador da cooperativa, Carlos Alberto Sitolino.

Com isso, o aumento no lucro gira em torno de 30%, que poderá ser usado para pagar o crédito. Sem esse valor, o produtor ia ter que continuar da forma que estava, por intermédio, sem contato direto com o consumidor. “Com a quantia já foi construído o barracão, feita a compra dos maquinários e iniciada uma horta. É um negócio muito bom para o agricultor”, considera Carlos.

SAIBA MAIS

Os empréstimos podem ser feitos de três formas: créditos de custeio, que ficam disponíveis quando os recursos se destinam a cobrir despesas habituais dos ciclos produtivos, da compra de insumos à fase de colheita; créditos de investimento, aplicados em bens ou serviços duráveis, cujos benefícios repercutem durante muitos anos; por fim, os créditos de comercialização, que asseguram ao produtor rural e a suas cooperativas os recursos necessários à adoção de mecanismos que garantam o abastecimento e levem o armazenamento da colheita nos períodos de queda de preços.


Fonte: Banco Central do Brasil

Município

2017 (de janeiro a abril)

2018 (de janeiro a abril)

Quantidade de contratos

Valor (R$)

Quantidade de contratos

Valor (R$)

Adamantina

99

R$ 99.467.413,53

101

R$ 56.720.414,31

 Alfredo Marcondes

17

R$ 608.136,49

16

R$ 462.118,46

 Álvares Machado

34

R$ 1.547.848,91

26

R$ 979.264,78

 Anhumas

23

R$ 2.995.823,65

15

R$ 1.404.620,25

 Caiabu

7

R$ 226.128,03

2

R$ 35.526,90

 Caiuá

59

R$ 6.210.127,11

69

R$ 2.107.172,34

 Dracena

19

R$ 1.783.722,23

15

R$ 1.986.724,95

 Emilianópolis

17

R$ 1.465.882,53

21

R$ 4.270.944,58

 Estrela do Norte

5

R$ 268.851,74

4

R$ 164.908,03

 Euclides da Cunha Paulista

13

R$ 977.304,29

20

R$ 2.449.222,87

 Flora Rica

15

R$ 1.153.350,00

17

R$ 1.208.765,63

 Flórida Paulista

42

R$ 3.848.388,12

40

R$ 3.848.278,56

 Iepê

48

R$ 8.046.212,26

53

R$ 10.368.637,44

 Indiana

11

R$ 1.015.242,95

13

R$ 1.464.102,81

 Inúbia Paulista

7

R$ 386.339,54

7

R$ 363.751,35

 Irapuru

32

R$ 1.454.882,09

29

R$ 1.573.877,09

 Junqueirópolis

56

R$ 12.515.417,40

35

R$ 10.915.408,33

 Lucélia

40

R$ 3.132.733,92

39

R$ 4.613.089,73

 Marabá Paulista

39

R$ 3.836.077,14

29

R$ 3.508.684,23

 Mariápolis

21

R$ 2.228.539,70

30

R$ 3.493.622,03

 Martinópolis

48

R$ 8.423.062,02

64

R$ 8.606.420,09

 Mirante do Paranapanema

95

R$ 10.269.770,49

85

R$ 13.456.905,29

 Monte Castelo

30

R$ 862.471,80

21

R$ 1.267.922,42

 Nantes

14

R$ 3.670.365,62

10

R$ 4.612.649,71

 Narandiba

12

R$ 1.653.193,10

11

R$ 2.441.337,53

 Nova Guataporanga

6

R$ 181.567,68

2

R$ 20.404,01

 Osvaldo Cruz

32

R$ 4.207.795,54

42

R$ 2.758.004,18

 Ouro Verde

18

R$ 1.370.834,97

17

R$ 4.308.812,25

 Pacaembu

68

R$ 5.082.115,37

62

R$ 7.178.869,19

 Panorama

11

R$ 2.916.717,75

6

R$ 1.243.888,85

 Pauliceia

5

R$ 132.273,25

5

R$ 201.843,90

 Piquerobi

30

R$ 2.795.762,63

31

R$ 3.602.001,09

 Pirapozinho

12

R$ 1.260.000,80

17

R$ 2.210.421,15

 Pracinha

55

R$ 155.851,00

11

R$ 2.274.913,72

 Presidente Bernardes

93

R$ 20.502.672,50

78

R$ 19.315.974,59

 Presidente Epitácio

78

R$ 4.034.601,46

86

R$ 7.088.343,81

 Presidente Prudente

41

R$ 5.044.394,23

33

R$ 27.773.714,00

 Presidente Venceslau

52

R$ 5.182.324,43

59

R$ 4.784.942,25

 Rancharia

105

R$ 32.878.317,83

80

R$ 21.149.255,88

 Regente Feijó

32

R$ 2.945.389,07

32

R$ 3.888.006,77

 Ribeirão dos Índios

15

R$ 521.412,25

21

R$ 2.915.468,77

 Rosana

55

R$ 10.154.483,86

70

R$ 8.980.683,63

 Sagres

8

R$ 681.547,97

8

R$ 788.854,07

 Salmourão

16

R$ 2.282.967,23

7

R$ 757.135,13

 Sandovalina

28

R$ 8.092.373,51

22

R$ 2.826.041,47

 Santa Mercedes

5

R$ 636.037,56

5

R$ 792.017,97

 Santo Anastácio

61

R$ 15.050.596,71

79

R$ 15.407.839,38

 Santo Expedito

5

R$ 416.066,89

3

R$ 16.499,20

 São João do Pau D'Alho

8

R$ 269.300,53

7

R$ 622.000,86

 Taciba

62

R$ 8.733.036,02

38

R$ 7.084.909,46

 Tarabai

9

R$ 1.232.933,21

2

R$ 724.800,00

 Teodoro Sampaio

38

R$ 3.771.613,55

38

R$ 23.412.394,16

 Tupi Paulista

36

R$ 5.273.460,05

29

R$ 4.138.253,03

Total

1.787

R$ 323.853.732,51

1.662

R$ 318.590.662,48


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

CONTRATOS GERADOS NA 10 ª RA DO ESTADO





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