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Presidente Bernardes

IBGE Aponta queda de moradores em Bernardes e mais 17 cidades da região

Publicada em 30/08/18 as 14:10h por THIAGO MORELLO


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Na estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2017, a 10ª RA (Região Administrativa) do Estado, cuja sede é Presidente Prudente, registrou nove municípios com evasão de residentes. Na manhã de ontem, o levantamento anual do órgão atualizou as informações para 2018, no qual mostrou uma duplicação no déficit, já que, desta vez, 18 cidades da região fecharam com a quantidade de munícipes em queda, o que representa 33% dos municípios pertencentes ao entorno. As outras 35 cidades (67%), que totalizam a composição da RA, estimaram aumento no número de pessoas.

E se por um lado a quantidade de cidades com queda aumentou, a variação geral do número de munícipes na região foi menor. Ao contabilizar a população estimada de 2017, o IBGE apontou o total de 888.219 pessoas, 0,45% maior que 2016. Por sua vez, apesar do aumento, em 2018 o órgão registrou 891.130 cidadãos, um superávit de 0,33%, em comparação ao ano passado.

Contudo, mais que representar um número menor de pessoas na 10ª RA, para alguns locais, o repasse de recursos também pode ser mais baixo. A diminuição da população tem reflexo direto nos repasses financeiros dos governos estadual e federal, como por exemplo, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), e os programas sociais como o PAB (Piso de Atenção Básica) e o PFS (Programa de Saúde da Família), pois usam a estimativa como base de cálculo.

O que deve promover um efeito cascata. A economista Josélia Graciliano Pedro explica que o fenômeno, considerado natural - principalmente em municípios menores -, impacta também na arrecadação da administração municipal. “Com um grupo menor de pessoas, menor venda de produtos da cidade e menos receita para a Prefeitura”, completa. Ela coloca o ISS (Imposto Sobre Serviço) como uma das quotas afetadas.

O cenário, por sua vez, “pode ser resultado de uma migração de pessoas para grandes centros, principalmente por parte dos jovens, pensando em uma melhor colocação profissional e, consequentemente, financeira”, explica a especialista. Isso pode ocorrer tanto de cidade para cidade, de cidade para outro Estado e de cidade para outro país, ainda segundo Josélia.

Sobe e desce

O IBGE aponta que o município com maior elevação foi Pracinha, com 5,39% (3.768 para 3.971 pessoas); seguida por Marabá Paulista, com 2,60% (5.611 para 5.757); e Caiuá, com 1,84% (5.695 para 5.800). Já as três cidades com maior recuo foram Flora Rica, com -4,58% (queda de 1.602 para 1.571); Rosana, que registrou uma queda de 4,38% (17.795 para 17.015); e Presidente Bernardes, com -0,55% (de 13.420 para 13.190).

Na sequência das evasões, Euclides da Cunha Paulista (veja tabela) vem com o quarto pior desempenho. Por lá, o déficit de -1,46%, que culminou na queda de 9.559 para 9.419 habitantes, é a continuação de um fenômeno que ocorre na cidade “há muito tempo”, de acordo com o prefeito Christian Fuziki Ikeda (PSD). “Se olharmos a pirâmide, veremos que a faixa que mais diminuiu foi de adultos e jovens”, com migração para outros Estados, completa.

Quanto à queda no repasse de recursos, Christian diz que, no caso de Euclides, não há uma preocupação, pois a cidade já recebe dentro do menor coeficiente, 0,6% do FPM, por exemplo. “Ou seja, recebemos o mesmo que qualquer outra cidade com menos de 10 mil habitantes”, pontua. Para ele, faz-se necessária uma revisão deste cálculo, pois acaba sendo “injusto”.

Por outro lado, o presidente da Unipontal (União dos Municípios do Pontal do Paranapanema), Marco Antônio Pereira da Rocha (PSDB), diz que é comum que os municípios contestem esse valor estimado da população anualmente, “pois não condiz com a realidade”. Como exemplo, ele cita a cidade de Regente Feijó, onde é chefe do Executivo, para ilustrar que o cruzamento de informações da Energisa e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) mostra que existe um aumento populacional maior. “O que incomoda é que o repasse de valores está sendo baseado em um valor menor que esse. Isso sem citar que o aumento nos valores a serem creditados aos municípios não é proporcional às responsabilidades”. Para ele, o ente federado “mais fraco”, vulgo a municipalidade, “é a que mais sofre”.

A mesma justificativa de que o cálculo não condiz com a realidade foi posicionada pelo prefeito de Rancharia - que também fechou 2018 com queda estimada -, Alberto Cesar Centeio de Araújo (PSDB), Ieia. “Sempre contestamos os dados de IBGE. O próprio número de eleitores mais a quantidade de crianças matriculadas na rede municipal de ensino supera o valor informado”, frisa. Ele ainda cita um envelhecimento da população, com famílias mais compactas na atualidade.

Em Rosana, por sua vez, a Prefeitura alega que o “município passa por uma adaptação, porém, a perda populacional não quer dizer perda de dinamismo econômico”. A ocasião também foi justificada pela extinção da construção de barragens.

ESTIMATIVA POPULACIONAL 2018

MUNICÍPIO

POPULAÇÃO ESTIMADA

VARIAÇÃO

2017

2018

%

Adamantina

35.139

35.023

-0,33

Alfredo Marcondes

4.135

4.147

0,29

Álvares Machado

24.813

24.830

0,07

Anhumas

4.053

4.085

0,79

Caiabu

4.211

4.190

-0,50

Caiuá

5.695

5.800

1,84

Dracena

46.324

46.536

0,46

Emilianópolis

3.197

3.202

0,16

Estrela do Norte

2.769

2.762

-0,25

Euclides da Cunha Paulista

9.559

9.419

-1,46

Flora Rica

1.571

1.499

-4,58

Flórida Paulista

14.282

14.486

1,43

Iepê

8.103

8.124

0,26

Indiana

4.931

4.892

-0,79

Inúbia Paulista

3.933

3.963

0,76

Irapuru

8.248

8.261

0,16

Junqueirópolis

20.353

20.524

0,84

Lucélia

21.461

21.604

0,67

Marabá Paulista

5.611

5.757

2,60

Mariápolis

4.087

4.077

-0,24

Martinópolis

26.123

26.289

0,64

Mirante do Paranapanema

18.130

18.178

0,26

Monte Castelo

4.190

4.166

-0,57

Nantes

3.049

3.103

1,77

Narandiba

4.746

4.809

1,33

Nova Guataporanga

2.304

2.308

0,17

Osvaldo Cruz

32.709

32.754

0,14

Ouro Verde

8.440

8.503

0,75

Pacaembu

14.086

14.130

0,31

Panorama

15.619

15.690

0,45

Pauliceia

7.147

7.274

1,78

Piquerobi

3.693

3.685

-0,22

Pirapozinho

27.021

27.295

1,01

Pracinha

3.768

3.971

5,39

Presidente Bernardes

13.420

13.190

-1,71

Presidente Epitácio

43.897

44.006

0,25

Presidente Prudente

225.271

227.072

0,80

Presidente Venceslau

39.544

39.448

-0,24

Rancharia

29.821

29.688

-0,45

Regente Feijó

19.985

20.124

0,70

Ribeirão dos Índios

2.243

2.227

-0,71

Rosana

17.795

17.015

-4,38

Sagres

2.453

2.435

-0,73

Salmourão

5.222

5.262

0,77

Sandovalina

4.174

4.248

1,77

Santa Mercedes

2.945

2.935

-0,34

Santo Anastácio

21.030

20.889

-0,67

Santo Expedito

3.057

3.086

0,95

São João do Pau d'Alho

2.132

2.111

-0,98

Taciba

6.193

6.240

0,76

Tarabai

7.302

7.395

1,27

Teodoro Sampaio

22.914

23.019

0,46

Tupi Paulista

15.321

15.404

0,54

TOTAL

888.219

891.130

0,33

Fonte: IBGE

 




 










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