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Presidente Bernardes

Pedágio de Bernardes ficara mais caro em julho

Publicada em 28/06/18 as 08:45h por MARIANE GASPARETO


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Reajuste nos pedágios da região é o menor desde 2008, aponta Artesp. Foto: Arquivo

 dia 1º de julho começam a vigorar os novos valores dos pedágios na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), anunciados ontem pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). Nas quatro praças da região de Presidente Prudente, os índices de reajuste foram de 2,35% a 3,12%. Os indicadores são, inclusive, menores do que os de 2017, que ficaram entre 3,2% e 4,9%. Esse foi o menor índice aplicado desde 2008, quando a Cart (Concessionária Auto Raposo Tavares) começou a operar a rodovia, segundo a Artesp. As praças de Caiuá e de Rancharia foram as que apresentaram maior aumento, passando de R$ 6,40 para R$ 6,60, com variação de 3,12% (veja tabela). Regente Feijó fica em segundo lugar, cujo preço foi de R$ 6,50 para R$ 6,70 (alta de 3,08%), seguida por Presidente Bernardes, cujo pedágio foi de R$ 8,50 para R$ 8,70 (elevação de 2,35%).

De acordo com a agência reguladora, a partir da 0h de domingo passa a vigorar o reajuste contratual anual das tarifas de pedágio das rodovias estaduais paulistas, com base no índice relativo ao IPC-A (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado entre junho do ano passado e maio deste ano. Os novos valores foram publicados no Diário Oficial do Estado de ontem. O presidente do Setcapp (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Prudente e Região), Antônio Carlos Fernandes, garante que haverá impacto no preço do frete por conta do aumento dos pedágios. No entanto, como o sindicato patronal está em negociação com o sindicato laboral para definir o reajuste no salário dos caminhoneiros - o qual também incidirá no frete das transportadoras - não é possível nesse momento "cravar" o percentual ou valor absoluto desse acréscimo.

O sindicalista desacredita os crescentes rumores de um retorno da greve dos caminhoneiros diante da insatisfação com a aplicação das medidas anunciadas pelo governo federal, resultantes da negociação para o fim das paralisações. Apesar de reiterar que as empresas de transporte não estiveram envolvidas nas atividades, ainda é muito cedo para cogitar a volta dos bloqueios dos caminhoneiros. "A situação está muito nebulosa e por enquanto os autônomos aguardam para ver como se dará o efetivo cumprimento do que ficou acordado", declara. A Cart foi procurada pela reportagem e informou por nota apenas que o reajuste anual de tarifas está previsto no contrato de concessão firmado com o Estado.

Insatisfação

O bancário André Ricardo Layter, 26 anos, viaja duas vezes ao dia (ida e volta) durante todos os dias úteis de Presidente Epitácio a Presidente Prudente. Para ele, qualquer reajuste (ainda que o menor da década) "pesa bastante" no bolso. O custo desse trajeto é de aproximadamente R$ 30/dia. "Deveria haver uma forma de passagem para veículos que fazem esse trecho de 90 km com um desconto ou até isenção, pois é um trecho muito pequeno com dois pedágios, e ainda em uma rodovia de baixa qualidade", aponta.

O estudante de biomedicina, Kauan Rojas dos Santos, 21 anos, faz o mesmo "caminho" quatro vezes por semana, de modo que os R$ 0,40 de aumento (R$ 0,20 em cada uma das duas praças pela qual ele passa) não foram bem recebidos por ele. Para o universitário, o valor pago em pedágios não é correspondente à manutenção da rodovia. "Não é uma estrada ruim, mas também não é excelente, o que era esperado diante de um valor tão excessivo", afirma. A estudante Thais Sanches Leite Patara, 21 anos, que pelo menos uma vez por semana viaja pela rodovia, também lamenta o aumento e reforça que o crescimento no valor do pedágio deveria ir acompanhado de investimentos em melhorias.

INVESTIMENTOS NO ESTADO


Em janeiro deste ano, a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) noticiou que prefeituras de 12 municípios da região de Presidente Prudente foram beneficiadas com R$ 7 milhões em repasses provenientes do ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), que incide sobre as tarifas de pedágio no ano de 2017. O ISS começou a incidir sobre as tarifas de pedágio em 2000 e, desde então, foram repassados R$ 42,4 milhões aos municípios beneficiados no oeste paulista. A verba é usada na composição orçamentária das administrações municipais, principalmente em pequenas cidades. A alíquota do imposto é definida por legislação municipal e o repasse é feito proporcionalmente à extensão das rodovias sob concessão que atravessam o município.

SAIBA MAIS

Desde 1998, início das concessões em São Paulo, o reajuste é aplicado todo dia 1º de julho, data estipulada nos contratos de 19 concessionárias de rodovias paulistas. A tabela completa com as tarifas que passarão a vigorar a partir da 0h do próximo domingo está disponível no link http://goo.gl/wmhcKx.            

                                    REAJUSTE NOS PEDÁGIOS DA SP-270

Praça de pedágio

Passeio

Motos

Passeio

Motos

Valor Atual

Novo Valor

Valor Atual

Novo Valor

Variação (%)

Variação (%)

Caiuá

R$ 6,40

R$ 6,60

R$ 3,20

R$ 3,30

3,12

3,12

Presidente Bernardes 

R$ 8,50

R$ 8,70

R$ 4,25

R$ 4,35

2,35

2,35

Rancharia

R$ 6,40

R$ 6,60

R$ 3,20

R$ 3,30

3,12

3,12

Regente Feijó 

R$ 6,50

R$ 6,70

R$ 3,25

R$ 3,35

3,08

3,08

Fonte: Artesp










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