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Presidente Bernardes

Comercio fecha mais cedo e manifestantes saem as ruas na tarde desta segunda feira 28, em Bernardes

Publicada em 28/05/18 as 18:19h por Mussa Almeida


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Manifesto pela principal via de Presidente Bernardes, nesta segunda feira 28
( Foto Mussa Almeida )

Comercio de Presidente Bernardes, nesta segunda feira 28, fecharam suas portas mais cedo, as 15h00 horas.



Rua onde abriga principal comercio da cidade, ficou deserto nesta segunda apos as 15h00 horas
(Foto Mussa Almeida)
 
Vários lojistas fecharam seus estabelecimentos,  e junto com funcionários se reuniram na Praça da Bandeira e seguiram em passeata pela Cel, Roberto Barbosa, sentido saída da cidade em protestos.  

A passeata teve objetivo também em protestar contra os altos impostos e contra a corrupção que assola o Brasil e também protestos contra o governo e a favor dos caminhoneiros, em greve desde o ultimo dia 21 de maio. 



Manifesto pela principal via de Presidente Bernardes, nesta segunda feira 28
( Foto Mussa Almeida )


Quem conduz o pais, são eles, vimos a força que eles tem. "Olha são oito dias, um sacrifico muito árduo, pois ficar esse tempo todo na estrada, as vezes sem tomar banho, as vezes sem se alimentar direito, e perdendo dinheiro, isso tudo é valido, por se tratar de lutar pelos nosso direitos". disse um dos manifestante em passeata neste dia.  




Manifesto pela principal via de Presidente Bernardes, nesta segunda feira 28
( Foto Mussa Almeida )

 
A paralisação pelo pais

Entre as medidas anunciadas no domingo por Temer, na tentativa de frear a paralisação, estão a redução temporária de R$ 0,46 no litro do diesel e a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios. 

Bloqueios

Os caminhoneiros autônomos seguem bloqueando os acessos ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Aeroportos

Até a tarde desta segunda-feira, 71 voos foram cancelados por todo o país, enquanto 10 dos 54 aeroportos administrados pela Infraero estavam sem combustível:

O reabastecimento dos postos ainda não foi normalizado. Em diversas cidades pelo país, há filas nas poucas bombas que possuem combustível. Mesmo onde a mobilização foi encerrada, a oferta nos postos deve levar dias para ser regularizada, segundo o ministério de Minas e Energia.


Algumas refinarias ainda estão com acessos bloqueados e a polícia está escoltando os caminhões-tanque para garantir o abastecimento. Veja como está a situação nas refinarias do país. A federação dos postos disse que repassará redução do diesel ao consumidor.

Em nota, o Sindigás, que reúne as empresas distribuidoras, informou que algumas praças ainda possuem um estoque mínimo de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Por ele ser armazenável, tem a vantagem de permitir ao consumidor contar com uma reserva, em média, de até 22 dias.

  • Em Alagoas, o porto de Maceió foi liberado, mas alguns postos ainda estão fechados e os preços variam muito onde há combustível.

  • No Ceará, o abastecimento nos postos de Fortaleza foi normalizado nesta segunda-feira.

  • No Distrito Federal, a Polícia Militar escoltou 47 caminhões-tanque na manhã desta segunda-feira.

  • No Espírito Santo, cerca de 80 postos receberam combustível e o domingo foi de fila para motoristas que quiseram garantir o abastecimento para a semana.

Cerca de 70% dos postos de Goiás estão sem combustível. Na capital, 90% dos postos estão sem etanol e 35% está sem etanol e gasolina.

  • No Maranhão, 30 de 250 postos conseguiram abastecimento no domingo.

  • No Mato Grosso do Sul, cerca de 80% dos postos de Campo Grande foram abastecidos.

Abastecimento está normalizando na capital do Pará, após o fim da interdição no porto de Miramar.

Em Minas Gerais, criminosos chegaram ao ponto de invadir a garagem de uma casa e furtar gasolina do carro em Patos de Minas.

Na Paraíba, a situação está mais complicada em Campina Grande, onde não havia posto com combustível na manhã desta segunda-feira. Em João Pessoa, as filas estão grandes.


O governo de Pernambuco informou que 30 caminhões saíram do Porto de Suape com escolta para reabastecer os postos. Em Petrolina, no Sertão Pernambucano, a prefeitura decretou emergência.

Com 90% dos postos sem nada na capital do Piauí, a prefeitura de Teresina decretou situação de emergência.

Na capital do Rio Grande do Sul, pouco mais de 30 de 280 postos possuem combustível.

Em Rondônia, a capital foi reabastecida com gasolina e diesel, mas no interior continua sem. Em Ariquemes, por exemplo, o reabastecimento de um posto durou apenas 2 horas.

Em Santa Catarina, distribuidoras ainda estão bloqueadas - apenas caminhões para polícias, bombeiros e tranporte público são liberados. Dos 295 municípios, 254 relataram problemas.

Em Piracicaba, no estado de São Paulo, um motorista diz ter ficado 12 horas na fila para abastecer e na capital há relatos de confusão e filas de 7 horas. A cidade de Birigui decretou estado de emergência.
Bauru, no interior de SP, virou ponto de atração de motoristas de cidades vizinhas: o abastecimento lá é garantido por trem e não falta combustível nos postos.

Em Sergipe, alguns postos ainda têm dificuldades, enquanto um limitou as vendas em R$ 100 para atender mais motoristas.

No Tocantins, o desabastecimento atinge 95% dos postos de todo o estado. Palmas está sem desde quinta-feira.



Educação

Em ao menos 13 estados não há aula nas universidades federais: Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. Não haverá aula na rede estadual de ensino em diversos estados e também no Distrito Federal.

Bahia: Em Salvador, universidades estaduais e federais cancelaram as aulas, assim como escolas da capital e região metropolitana.

Distrito Federal: na rede pública, apenas creches funcionam. No ensino superior, Universidade Católica, Iesb, UDF e Anhanguera suspenderam as aulas. UnB e UniCeub funcionam normalmente.

Goiás: aulas na rede estadual estão mantidas, mas professores da UFG vão "flexibilizar" o registro das faltas e vão evitar atividades para nota.

  • Maranhão: Ufma, Uema, Ceuma, UNDB, Estácio e Pitágoras suspenderam as aulas.

  • Mato Grosso: UFMT está completamente parada, as aulas da rede estadual foram suspensas e outras instituições declararam ponto facultativo.

  • Minas Gerais: UFMG, faculdades particulares, escolas públicas e privadas não têm aulas.

  • Pará: aulas na Ufra suspensas em Belém, Capanema, Capitão Poço, Paragominas, Parauapebas e Tomé-Açu.

  • Paraíba: algumas faculdades determinaram ponto facultativo, outras suspenderam as aulas. Veja quais escolas estão afetadas.

  • Paraná: cada setor da UFPR decide se vai parar. Na Universidade Tecnológica Federal todas as aulas estão suspensas, assim como nas unidades da PUC-PR em Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo. Veja as demais instituições do estado.

  • Pernambuco: expediente na UFPE, IFPE, UPE e UFRPE seguem cancelados, assim como em algumas universidade particulares. Aulas na rede estadual estão mantidas.

  • Rio de Janeiro: as 5 maiores universidades públicas estão com aulas suspensas. Estácio de Sá, Cândido Mendes, ESPM, IBMR e Veiga de Almeida também não abrem as portas. Rede municipal não opera, mas escolas estaduais abrem normalmente.

  • São Paulo: USP, Unesp e Unicamp suspenderam aulas; Etecs e Fatecs delegaram a cada unidade avaliar se as atividades são mantidas ou não. Veja a situação na região de Campinas, na região de Piracicaba e na Baixada Santista.

  • Rio Grande do Sul: pelo menos 10 universidades começam a semana sem aulas. O ensino básico em Porto Alegre funciona.

  • Rio Grande do Norte: as atividades administrativas e aulas foram suspensas em 10 dos 21 campi do IFRN.

  • Santa Catarina: unidades das redes pública e privada estão com funcionamento interrompido. 

  • Sergipe: escolas da rede estadual estão fechadas no estado, mas alunos da rede municipal de Aracaju têm atividades normais. A UFS suspendeu as aulas.

  • Tocantins: UFT, Unitins e IFTO anunciaram suspensão. Em Araguaína, aulas na rede municipal serão suspensas a partir da terça-feira (29). Em Palmas, a rede municipal funciona.

ALIMENTOS

Assim como os combustíveis, os mercados e feiras também devem levar algum tempo para retomar a oferta normal de alimentos nos lugares em que o tráfego já foi liberado
.
O abastecimento de carne de aves e suínos pode demorar até dois meses para se normalizar depois que for encerrada a greve, segundo os produtores. Nos lugares onde ainda há itens frescos, o preço aumentou.

Para os produtores, o prejuízo também é grande. Os fabricantes de leite já descartaram mais de 300 milhões de litros por causa da falta de transporte.

  • Distrito Federal: ladrões arrombaram a despensa de uma escola e levaram leite, arroz, óleo e carnes congeladas que seriam usadas na merenda.

  • Espírito Santo: caminhões com alimentos voltaram a entrar nas centrais de abastecimento
.
  • Goiás: abastecimento no Ceasa está comprometido em 30%, e uma loja do McDonald's fechou as portas por falta de produto.

  • No Mato Grosso, o estoque da Ceasa de Cuiabá deve durar apenas mais um dia. Todos os 27 frigoríficos do estado suspenderam os abates de bovinos.

  • Mato Grosso do Sul: a Ceasa-MS recebeu 40 caminhões, mas ainda tem preços elevados.

  • Pará: central recebeu na madrugada coentro, quiabo, couve, caruru, chicória, vagem, mamão, abacaxi, laranja, ovo, cebolinha, jambu, pimenta de cheiro.

  • Paraíba: situação crítica na capital e interior. Preço da batata já aumentou cerca de 200%.

  • Pernambuco: dos 540 caminhões previstos para abastecer o Ceasa/PE, chegaram 185 até as 6h30 desta segunda-feira.

  • Rio de Janeiro: nenhum caminhão chegou na Ceasa até às 7h. Em vez de deixar vazio o setor de frutas e hortaliças, um mercado em Niterói ocupou as prateleiras com café e torradas. Nos pavilhões do Ceasa, uma caixa de tomates, cujo preço é R$ 60, era vendida por R$ 150.

  • Rio Grande do Norte: No Ceasa de Natal, algumas lojas não abriram as portas. Os preços dispararam e alguns produtos tiveram reajuste de 250%. A batata, por exemplo, que era vendida a R$ 2 o quilo, subiu para R$ 7.


  • Rondônia: estoque de frutas e vegetais no estado está quase zerado, segundo o sindicato. O prejuízo para o setor é estimado em R$ 1 milhão.

  • Santa Catarina: o desabastecimento está em torno de 85% na Ceasa.

  • São Paulo: o volume de negócios no entreposto da Ceagesp, na Zona Oeste de São Paulo, caiu 90% em relação a um dia normal.

  • Tocantins: na maioria dos supermercados das principais cidades não há mais verduras e frutas. Na Ceasa, itens como ovos, batata, cebola, cenoura estão em falta.

SAUDE

Uma carta assinada por 106 hospitais privados em todo o país informou não ser mais possível garantir o cuidado a pacientes a partir desta segunda-feira (28) se a paralisação continuar.

As entidades citam dificuldade de acesso para médicos e funcionários, além de falta de alimentos, ambulâncias paradas, problemas no recolhimento de lixo.

Os hospitais e unidades de saúde públicos já sofrem com falta de combustível e materiais, o que causa cancelamento de cirurgias agendadas e outros atendimentos:

São Paulo: cirurgias eletivas nos hospitais municipais estão adiadas, para guardar insumos para os atendimentos de urgência e emergência. Também está suspensa a remoção de pacientes para exames eletivos e de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em Campinas, um transplante de fígado foi suspenso no Hospital das Clínicas da Unicamp por causa da limitação das bolsas de sangue.

Goiás: ambulâncias do Samu e hospitais têm condições de operar até sábado (2), mas algumas cirurgias eletivas foram suspensas no interior do estado por falta de insumos.

Distrito Federal: suspendeu atendimento primário nas UBS, ambulatórios de especialidade e cirurgias programadas. Os servidores dessas áreas vão reforçar urgências e emergências.

Minas Gerais: cirurgias foram suspensas e ambulâncias circulam com restrição.

Rio de Janeiro: cirurgias eletivas estão suspensas na rede estadual, estoque de sangue está baixo no Hemorio com falta de doadores.

Santa Catarina: cirurgias agendadas estão suspensas na rede estadual e em 15 hospitais particulares ou filantrópicos.

Outros serviços

Correios: cerca de 85% das correspondências não foram entregues no Espírito Santo.

Gás de cozinha: em Goiás, 95% das distribuidoras registram a falta do produto, que já chega a R$ 100. Na Paraíba, o preço do botijão bateu R$ 130. Em Pernambuco, o exército está escoltando caminhões com gás. No Distrito Federal, a situação só deve normalizar no fim de semana.

Coleta de lixo: algumas regiões de Belo Horizonte não terão coleta nesta segunda. No interior, do Rio GRande do Sul, algumas cidades também suspenderam a coleta. No ABC paulista, a operação dos caminhões de lixo em São Bernardo do Campo e Santo André foram impactadas. Um hospital da zona norte do Rio acumula lixo há 5 dias.

Telefonia e internet: empresas de telecomunicação dizem que a falta de combustível afeta a capacidade de fazer manutenção e ativações - uma delas chegou a pedir à Anatel o abastecimento preferencial da frota nos mesmos moldes da polícia.

Justiça: o TRT4 suspendeu prazos processuais e não realizará audiências até a quarta-feira (30). As sessões de segunda instância serão mantidas até segunda ordem.  G1, São Paulo.










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