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    Entrevista

Se o Brasil vendeu jogo não recebi nada até hoje, em entrevista Bernardense que jogou na copa 98, Ze Carlos fala após 20 anos

Publicada em 03/06/18 as 11:26h por esportes.yahoo.com
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Há 20 anos, o Brasil entrava como favorito para conquistar o pentacampeonato da Copa do Mundo na França. Todos sabemos o que aconteceu na final contra os donos da casa. Um personagem daquela campanha foi o lateral-direito Zé Carlos, na época do São Paulo e que entrou na semifinal contra a Holanda no lugar do suspenso Cafu. "O Brasil já foi o país do futebol.



Reserva do suspenso Cafu, Zé Carlos jogou a semifinal da Copa de 98 contra a Holanda


Qual foi a sensação ao ouvir seu nome na convocação?

Eu sabia que eu não ia. Estava no CT treinando e íamos receber uma semana de folga por causa da Copa. O Serginho (lateral-esquerdo) disse "Zé, você foi convocado!" Aí veio um monte de repórteres no CT para falar comigo e confirmaram. Os companheiros me pegaram no colo e fizeram uma festa. Foi exatamente o oposto do que aconteceu agora com o Daniel Alves. É uma felicidade que não dá descrever. Cheguei em casa às 21h em Osasco.

Como estava o grupo durante a preparação para os jogos? Clima bom ou havia um pouco de tensão em alguns colegas?

Tranquilo, confiante, não teve problema. O time estava fechado.

Sair da fase de grupos com uma derrota - como foi para a Noruega - não foi bom. E a confiança do grupo?

A derrota não nos abalou. O grupo estava fechado.

Como grupo estava lidando com a possibilidade de faturar o pentacampeonato?

Tudo tranquilo. O grupo era bom e forte, era para ser campeão. Ficamos bastante confiantes depois da vitória contra a Holanda. Nem sempre ganha o melhor.

Pode contar os momentos dramáticos daquele jogo contra a Holanda?

Minha maior dificuldade era que eu não estava jogando. Fui campeão Paulista e depois fomos jogar em São Januário contra o Vasco, quando perdemos por 4 a 3. Só fui jogar mais de 50 dias depois, na semifinal da Copa. Para quem conhece o futebol, sabe que é difícil. Não é justificativa. Durante a Copa, não podemos ter um treino forte. Quem não joga fica abaixo da média fisicamente. Tive que marcar naquela partida o Zenden individualmente. Sabia que ia não render o esperado. Sempre tive personalidade. A única preocupação era a física. Sabia que não podia arriscar muito no jogo. O pessoal esperava eu ir muito na linha de fundo, como fazia no São Paulo mas não foi isso que aconteceu.

O que foi falado para vocês sobre o caso Ronaldo momentos antes da partida final? Como o banco de reservas assistiu ao jogo decisivo contra a França?

Se vendeu o jogo, não recebi nada até hoje (risos). Não existe essa hipótese. O que vai comprar um título? Não existe isso. Vender seu grupo não existe. No caso do Ronaldo, eu estava com o César Sampaio no quarto. O Roberto Carlos gritou que o Ronaldinho estava passando mal. Isso aconteceu 4…5 horas antes do jogo. Só voltamos a ver o Ronaldo quando a gente já estava no aquecimento da final. Fizemos a preleção sem ele. "Eu quero jogar", ele disse. Os exames não acusavam nada. Acho que tinham que colocar ele para jogar mesmo. Como perdeu, o Brasil não foi bem, começou a especulação. E culparam o Ronaldo. O Brasil não perdeu a Copa por causa do Ronaldo. Perdeu porque a França passou por cima de nós. Fomos mal e eles foram melhores. Estávamos abaixo do nível naquele dia e a França mereceu.

Suas expectativas para a Copa de 2018? O Brasil tem time para ganhar? Daniel Alves está fora e não sabemos as condições de Neymar…

Mais preocupante talvez seja o Neymar. Mas ele precisa mudar o comportamento, quer chamar muito a atenção para si. Precisa jogar mais para o grupo. Se ele cuidar disso será um dos melhores do mundo. Como eu disse antes, ele está muito tempo sem jogar. Você não pegar ritmo do jogo em uma, duas partidas. Não é só treino que dá condição. O que dá condição ao atleta é o jogo.

Quais as diferenças daquele time de 1998 para esse de 2018?

O futebol caiu de nível no Brasil. O Brasil já foi o país do futebol quando os outros eram inocentes. Um lateral treina para cruzar e marcar. O volante é um dos que mais treinam. O jogador brasileiro falta cumprir essa parte tática. Na Europa é assim. Todos tocam, passam e ajudam na marcação. Brasil x Dinamarca, sabíamos que iam sair muitos gols. Hoje, se sair 1 a 0 você já comemora. Antes, nos destacávamos individualmente. Hoje, não. Parece que o campo ficou pequeno, mas um time com a marcação adequada acaba com esse problema. Veja o Brasileirão. Quantos jogadores atrás da linha da bola. Isso não existe na Europa. O Brasil parece que andou para trás nessa parte tática.


Pode contar alguma história engraçada da Copa de 98?

Eu estava no quarto com o César Sampaio e ele brincava, ia nos outros quartos. Eu sempre descansava, mas ele sempre entrava cantando. "Vou armar para ele", pensei. Teve um dia que entrei debaixo da cama dele. Quando ele entrou e sentou na cama, dei um grito e peguei o pé dele. Foi a primeira vez que o César Sampaio ficou branco (risos). Se tivesse problema do coração hoje já tinha "ido" lá mesmo. Ele soltou um urro e pensei "Xi, agora foi".



O ex-jogador da Seleção Brasileira, Zé Carlos 
(Alexandre Battibugli/Placar/Dedoc - Ed Multimídia/Divulgação)






Fonte: esportes.yahoo.com
Entrevista





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